REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

São Tomé e Príncipe é um arquipélago constituído por duas ilhas e vários ilhéus situado no Golfo da Guiné, a cerca de 300 kms da costa ocidental de África entre latitude 1º45’ norte, 0º25’ sul e longitude 6º26’ este, 7º30’ oeste.
Designação: República Democrática de SãoTomé e Principe
Área total : 1001 km2
População : 160 000

Capital: São Tomé
Outras Cidades : Trindade, Guadalupe, Santana, Angolares, Neves, S to António do Príncipe
Moeda : Dobras (STD)
Paridade cambial: 1 USD = 13 450,0
                              1 EURO = 18 800,0
                                 (Maio2 007)
PIB per capita : 547 USD (censo de 2001)
Principais Exportações : cacau, café, copra, coconote e pimenta
Esperança de vida : Mulher 68,1 anos; Homem 63 anos (est. 2005)
Taxa de Alfabetização : 70 %
Regime Político : democracia multipartidária

Órgãos de soberania : Presidente da República, Assembleia Nacional, Governo e Tribunais

O Presidente da República é eleito por sufrágio universal directo para um mandato de 5 anos. O Primeiro-Ministro e Chefe de Governo é nomeado pelo PR em função dos resultados eleitorais e os restantes membros do Governo são nomeados pelo PR, a partir de propostas apresentadas pelo Chefe do Governo. Os tribunais são independentes do poder político.

A Assembleia Nacional, órgão representativo, é unicamaral, composta por 55 membros eleitos por voto popular directo para um mandato de 4 anos.

A ilha de São Tomé foi descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia de S. Tomé, e a do Príncipe em 17 de Janeiro de 1471, por marinheiros portugueses. Inicialmente, as ilhas estavam desertas. O seu povoamento oficial iniciou-se em 1485, quando D. João II doou a ilha de S. Tomé ao fidalgo D. João de Paiva. Em meados do século XVI, usando escravos africanos, os colonos fizeram daquele local o maior produtor de açúcar do mundo. As ilhas ofereciam também especiarias, tendo-se introduzido algumas culturas levadas de Portugal como a figueira, a vinha e o trigo. No século XIX viu-se uma enorme explosão na produção de café e cacau, com base no trabalho contratado. Após a segunda grande guerra, o nacionalismo desenvolveu-se entre a população local creola tornando-se, desta forma, famosas algumas revoltas de negros, que se recusavam a trabalhar para os portugueses nas plantações de cacau. Em 1960, e na sequência dos movimentos de libertação dos territórios colonizados, surge o Comité de Libertação de S. Tomé e Príncipe que viria, em 1972, dar lugar ao MLSTP (Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe) liderado por Manuel Pinto da Costa. Após o golpe militar em Portugal, em Abril de 1974, o governo português reconhece o MLSTP como legítimo representante do povo santomense e a República Democrática de S. Tomé e Príncipe torna-se num estado independente, a 12 de Julho de 1975